QUARTA PARTE, RESUMO FINAL:
Após ser acometido de forte inflamação na barriga, com mais ou menos cinco anos de idade fui levado á casa de tia ANTONIA, mãe de ALTINO ALVES, em MARACÁS. Ali fui examinado pelo médico Dr. BEZERRA. Sendo curado após um longo período de tratamento em que cheguei perto da morte. Comecei a trabalhar aos seis anos de idade na roça ajudando meu pai, como fazia muitas outras crianças. Como não havia escola em Campinhos, minha mãe resolveu criar uma escola em nossa própria casa e convidar as crianças da localidade para aprender a ler e escrever. Nesta “Escola” eu e as demais crianças permanecemos por aproximadamente um ano. Aprendemos a cantar o hino nacional e da bandeira, e a ler, escrever e fazer as contas de somar e diminuir, já que minha mãe não sabia as demais operações matemáticas. Para completar a alfabetização, eu e outras crianças passamos a freqüentar a escola de Dona THEOFILA DE ARAUJO, uma senhora de 84 anos, com suas mãos tremulas era enérgica e eximia matemática. Ela lecionava na sala de sua casa, no “Poço das Pedras”, área rural que ficava na estrada para os Morros a uns cinco kilometros de Campinhos. Íamos todos de a pé pela manhã e retornávamos a tarde. Com a dona THEOFILA, aprendi a decorar toda a tabuada. Aprendi em dois anos, as quatro operações matemáticas; ler e escrever com uma caligrafia razoável e muitos erros gramaticais. Esta foi a minha formação escolar. Daí pra frente procurei ler e pensar sobre tudo politicamente e de maneira crítica. E de forma autodidata procurei o saber nos livros, revistas, jornais e nas histórias e nos bons exemplos dos mais velhos. O restante a vida me ensinou. Tive sempre como base os meus sonhos, o trabalho e a educação exemplar que minha maravilhosa mãe me ensinou.
Por um pouco mais de dois anos eu e minha mãe tomamos conta da venda dos meus cunhados Damião e Paulo na fazenda Suçuarana. Meu pai saiu de casa e separou de minhamãe.
Em 1961, minha mãe e eu fomos para São Paulo, onde já estavam os meus irmãos. Foi uma viagem terrível. Pegamos o trem numa quinta feira em Tamburi e desembarcamos em São Paulo no domingo dia 12 de fevereiro. O mal cheiro do amontoado de gente suja e a imundice dos vagões, me fazia vomitar constantemente. Após um mês, partimos para Pacaembu, interior de São Paulo, onde trabalhei com meu irmão JONAS, plantando amendoim e colhendo café. Depois de dois anos, voltei para a capital, onde a exemplo dos meus irmãos, aprendi a profissão de tapeceiro. Aprimorei-me na profissão e trabalhei intensamente durante mais de quinze anos, sem gozar férias. E poucos foram os domingos e feriados em que descansei. Eu queria adquirir alguns bens materiais e o trabalho honesto e intenso foi o caminho que eu escolhi. Buscando a realização dos meus sonhos, logo comprei meu primeiro terreno e depois o segundo e daí por diante. Casei em 1970, com EDITE JORGE DE OLIVEIRA, com quem tivemos três filhas, LISBEL, LENINA e LIDIANE. Procurando alcançar os outros sonhos, construímos nossa primeira casa, compramos um sitio com riacho de água corrente e depois um carro. Em 1971 em plena ditadura militar, fui eleito pelos trabalhadores como membro da diretoria do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo e em 1981, numa disputa acirrada fui eleito seu presidente.
Na condição de representante dos trabalhadores Marceneiros, fui eleito para varias outras funções como por exemplo, Presidente nacional do DIEESE- Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos sócio Econômico. Posteriormente fui eleito também presidente da Federação dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo, presidente da FLEMACOM- Federação Latino Americana dos Trabalhadores da Construção e da Madeira e membro da direção da UITBB – União Internacional dos Trabalhadores da Construção, com sede em Helsink, Finlandia. No exercício destas importantes e distintas funções, travamos lutas e manifestações heróicas contra a ditadura militar e pelas eleições diretas para presidente da republica. Comandei inúmeras greves que resultaram em importantes conquistas de direitos para os trabalhadores de varias categorias profissionais. Em varias oportunidades participei, organizei e promovi reuniões, congressos e conferencias de caráter regional, nacional e internacional, no Brasil e no exterior. Para romper com o isolamento político dos trabalhadores brasileiros, imposto pela ditadura militar, conscientizá-los politicamente e elevar o nome do sindicato dos Marceneiros de São Paulo, eu estive em mais de trinta países na América Latina, Europa, Ásia e Caribe.
Convivi e apoiei LUIZ INACIO LULA DA SILVA em suas campanhas a presidente da republica. Como presidente do DIEESE convivi com o atual governador da Bahia, JAQUES WAGNER; eu como presidente nacional e ele como diretor regional do DIEESE na Bahia. Foram vinte anos de intensa atividade política sindical na defesa dos interesses dos trabalhadores, com os quais aprendi a praticar a democracia, a lutar por justiça social, a combater as injustiças e a lutar por uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna. Minha mãe faleceu em 1991 deixando um grande vazio em minha vida, já que ela sempre foi inspiração e exemplo para mim.
Me sinto com a consciência leve e a certeza de ter alcançado os meus sonhos de criança com a utilização de intenso trabalho, honesto e criativo.
Tenho hoje um sonho de adulto, que é ver o fim da miséria e da ignorância com a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e socialista, que acredito ser uma tarefa das gerações atuais e futuras.
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS OS MEUS CONTERRANEOS DE PLANALTINO E MARACÁS, !
BUSQUE A REALIZAÇÃO DOS SEUS SONHOS. PROCURE O SABER DE FORMA CRITICA E UTILIZE SEU TRABALHO DE FORMA CRIATIVA E HONESTA !
SÃO PAULO 20 DE FEVEREIRO DE 2011
JOEL ALVES DE OLIVEIRA
Ao amigo REINALDO CARDOZO DA CRUZ, pessoa dedicada á cultura e ao povo de PLANALTTINO, e que faz um maravilhoso trabalho em favor da comunidade, não o conheço pessoalmente, más aprendi admirá-lo.
Meu muito obrigado pela oportunidade de dizer o que pensamos através deste instrumento revolucionário e democrático que é a Internet.
UM FORTE ABRAÇO !!
Do amigo, JOEL, UM FILHO DE PLANALTINO.
I Capítulo da História;
II Capítulo da História..
III Capítulo da História.
Fonte: Joel Alves de Oliveira - Autor.
II Capítulo da História..
III Capítulo da História.
Fonte: Joel Alves de Oliveira - Autor.

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